Seguindo o patamar registrado no primeiro semestre, o número de inadimplentes no Distrito Federal seguiu estável durante o mês de agosto, com ligeira queda de 0,81% ante julho. O dado é levantado mensalmente pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), e divulgado pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do DF.

Que os Millennials são diferentes, isso todo mundo já sabe. Essa geração livre e pensadora, classificada como hiperconectada e questionadora, valoriza a experiência de compra e é vista como um desafio para os varejistas, que têm precisado se reinventar para se destacar e conquistar a atenção desse público acostumado com muitas informações diferentes ao mesmo tempo. Hoje, fruto dessa nova geração consumidora, a digitalização é um caminho sem volta que o varejo irá ou deverá seguir, pois já se tornou um fato corriqueiro os supermercados conviverem com uma nova classe consumidora denominada “shopper”, que não necessariamente é o consumidor final, cujo ponto de contato é o meio digital.

A consultoria nacional E-Consulting Corp. analisou as maiores empresas com negócios no varejo para saber quais estão mais avançadas e consolidadas no que tangem aos conceitos e práticas de transformação digital em seus modelos de negócio.

O objetivo do estudo foi medir como o varejo usa os elementos da transformação digital de forma inteligente, tanto de dentro para fora, como de fora para dentro. As empresas que oferecem a tecnologia de maneira mais funcional, indo além do quesito inovação, foram as que tiveram mais destaque na análise. “Não é só adquirir novas tecnologias. É saber adotar”, diz Daniel Domeneghetti, CEO da E-Consulting e responsável pelo estudo “Régua da Transformação Digital no Varejo”.

Mais da metade dos entrevistados sabe pouco ou quase nada sobre seus rendimentos, enquanto 45% ignoram valor das contas básicas, como água e luz. Perda do emprego, queda na renda e compras por impulso são maiores responsáveis por atrasos no pagamento de dívidas

O cenário macroeconômico do país tem contribuído para o alto nível de endividamento dos brasileiros, somado à falta de controle das finanças pela população. Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) aponta que dentre os principais vilões da inadimplência, os mais citados são a perda do emprego (37%), que chega a 38% nas classes C e D, a redução da renda (24%) e a falta de controle financeiro (12%).

Apesar da leve recuperação no clima de pessimismo, 81% dos consumidores avaliam que economia vai mal. Para 41%, situação é de aperto financeiro e custo de vida é citado como maior peso no orçamento

Os efeitos negativos da paralisação dos caminhoneiros na economia começam a perder força. Dados da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelam que o Indicador de Confiança do Consumidor (ICC) registrou crescimento de 3,47% pela segunda vez consecutiva em agosto na comparação com o mês anterior. O índice atingiu 42,4 pontos ante 41,0 pontos em julho. Embora os resultados mostrem um pequeno avanço na confiança da população, o indicador não superou os 50 pontos que, segundo a metodologia, aponta a diferença entre o sentimento de confiança e de pessimismo dos consumidores.