Em dezembro de 2017, 906 mil pessoas físicas estavam negativadas no Distrito Federal – 39,53% da população entre 18 e 94 anos. A estimativa se apoia em dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), divulgados na capital pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do DF. Em todo o País, o ano fechou estável, com 60,2 milhões de inadimplentes, 39,6% da população na faixa etária citada.


Os números nacionais e regionais ainda são altos, mas a expectativa é positiva. “A recuperação econômica é lenta, mas está acontecendo, o que é um bom sinal para a economia”, afirma o presidente da CDL-DF, José Carlos Magalhães Pinto. “No Distrito Federal, por exemplo, de novembro para dezembro, o número de dívidas em atraso caiu 2,07%.”


Já na comparação com dados de dezembro de 2016, houve aumento de 5,73% de inadimplentes no DF. Entretanto, em quase todos os outros meses do ano houve redução ante os números do ano retrasado, deixando a avaliação anual mais otimista.


A média de dívidas em atraso de cada consumidor inadimplente na capital é de 2,03, segundo a pesquisa. E a faixa etária com maior crescimento no número de devedores foi a de 85 a 94 anos (32,6%). Em agosto de 2017, quando foi feito o primeiro levantamento do número absoluto de endividados no DF pelo SPC Brasil, havia 829 mil pessoas negativadas. “Esse leve crescimento era esperado, já que no fim de ano as pessoas costumam ter mais gastos que o normal”, observa o presidente da CDL-DF.


No comércio, a notícia é mais animadora: as dívidas em atraso diminuíram 17,12% no DF na comparação com dados de dezembro de 2016 – no País, essa redução foi de 8,98%. “Em momentos de aperto, como o que vivemos no ano passado, o consumidor tende a colocar o pé no freio, pensando melhor no que comprar e fazendo pesquisas de preço, para não se endividar naquilo que não for absolutamente necessário”, explica Magalhães. “No caso do DF, a renda per capita e o nível educacional mais elevados, que colaboram para a organização financeira pessoal, favorecem ainda mais o cenário.”


Mas apesar da redução da inadimplência, o presidente da CDL-DF lembra que a melhora efetiva na economia passa pela empregabilidade, que leva ao aumento da renda. “Apesar da redução mais considerável da inadimplência no comércio, as vendas ainda estão aumentando de forma tímida. Além disso, quanto menor a inadimplência em todos os outros setores, menores tendem a ser os juros, o que também impulsiona a compra e a venda”, afirma.