Entidades do setor varejista, donos de lojas e membros do Governo do Distrito Federal (GDF) se reuniram na manhã da última quinta-feira (1) para discutir o projeto piloto de revitalização das quadras 511 e 512 da W3 Sul. O encontro, promovido pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do DF, terminou com todas as partes assumindo compromisso com a obra: a infraestrutura será de responsabilidade do GDF, enquanto as fachadas das lojas ficarão por conta dos comerciantes.

Segundo o secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Antônio Coimbra, a parte do projeto que cabe ao poder público (e contou com a participação ativa de entidades do setor varejista para ser feita) já está encaminhada e orçada em aproximadamente R$ 3 milhões – a planilha detalhada foi mostrada aos presentes na reunião.

Reorganização dos estacionamentos, plano de arborização e paisagismo, revitalização dos becos entre blocos e organização da infraestrutura subterrânea são as principais medidas propostas. O projeto ainda abarca pavimentação, sinalização, drenagem e vistoria das marquises. “Tudo que se refere a áreas públicas terá atuação do GDF”, explicou Coimbra.

O secretário de Meio Ambiente, Igor Tokarski, lembrou dos benefícios de atualizar a questão urbanística, como a melhora da segurança (de lojistas e clientes), do trânsito e da acessibilidade. “A parceria entre o poder público e o setor produtivo é muito importante para a economia e para a sociedade”, afirmou.

Anfitrião do encontro, o presidente da CDL-DF, José Carlos Magalhães Pinto, questionou os membros do governo presentes sobre o que eles esperam do varejo a partir de agora. “Para o sucesso do projeto, é necessário que as fachadas sigam um padrão estético, a ser definido por vocês”, comentou Coimbra. “Também é válido investir no interior da loja, para que o espaço também dialogue com a revitalização externa e seja atrativo para o consumidor”, completou Tokarski. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista do Distrito Federal (Sindivarejista), Edson de Castro, lembrou, entretanto, da situação econômica difícil que os comerciantes ainda enfrentam. “Muitos lojistas saíram da W3 e foram para shoppings por causa dos preços altos”, ressaltou.

O presidente da CDL-DF afirmou que a entidade vai encabeçar a segunda etapa do projeto, com a parte que cabe aos lojistas. “Nosso intuito é tornar essas duas quadras um modelo a ser seguido na cidade, com empresários e governo trabalhando em conjunto”, reforçou.

A previsão é que o processo de licitação por parte do GDF dure em torno de três meses, e a obra possa ser concluída em 2019. Também estiveram presentes o presidente da Associação Comercial (ACDF), Cléber Pires, o secretário adjunto da Secretaria de Economia, Desenvolvimento, Inovação, Ciência e Tecnologia  (Sindict), Espedito Henrique, o subsecretário da Secretaria de Economia e Desenvolvimento Sustentável, Márcio Farias, a subsecretária de Planejamento, Orçamento e Gestão, Soraia Rodrigues, e diversos lojistas da W3 Sul, como o proprietário do histórico restaurante Roma, Antônio Matias.