Gestores públicos, como o Presidente da República, Governadores e Prefeitos, quando eleitos, nunca sabem exatamente que realidade irão vivenciar no decorrer de seus mandatos, ela pode ser melhor ou muito pior do que imaginam. Exemplo disto é o que está acontecendo agora no Brasil e no mundo. Dizer que as dificuldades são enormes, a exemplo da falta de recursos, infraestrutura hospitalar insuficiente e possível ausência de apoio político e da sociedade, resulta em uma narrativa bastante confortável.

Mas, é exatamente nessas horas que os gestores eleitos devem mostrar suas competências e ações e um esforço enorme de mobilização para mudanças. Não se trata de ser desta ou daquela corrente política ou pensamento econômico. Sabemos que nunca teremos resultados diferentes se continuarmos fazendo as coisas da mesma forma.
Devemos, portanto, fazer o que tem que ser feito, de maneira inovadora, ousada e criativa.

Grande exemplo disso foi a condução do Presidente Roosevelt, com seu plano de recuperação em decorrência da grande depressão de 29. Ao invés de escolher o caminho mais confortável, que seria se lamentar e pensar em políticas públicas ortodoxas, decidiu implantar o seu programa conhecido como “New Deal”, que não só recuperou a economia, como abalou antigas estruturas até então presentes no Estado.

Tenho dito que o Brasil necessita do seu New Deal. Necessitamos abalar as estruturas com novas e ousadas propostas. Nosso Presidente, Governadores e Prefeitos têm uma rara oportunidade de moldar um Novo Modelo de Estado, um Novo Acordo com os estados, municípios e a própria sociedade, com um excepcional plano de recuperação para o Brasil, dando início assim a uma nova era.

O Brasil precisa encontrar o seu novo caminho já, com investimentos em infraestrutura (rodovias, ferrovias, portos e transportes públicos), saneamento básico, construção civil e ágil, política habitacional, educação, saúde, segurança pública, além de apoio ao setor produtivo, responsável por viabilizar novas oportunidades e a geração de milhões de empregos. Necessitamos de ajustes urgentes nos marcos regulatórios e melhoria significativa do ambiente de negócios. Isto, se necessário for, com um leve aumento nos gastos públicos, de maneira compartilhada, dosada, controlada e com uma gestão impecável.

O momento de se redesenhar o Brasil é agora.
O Brasil precisa do seu New Deal.


Vicente Estevanato.
Empresário. Conselheiro e Diretor da Câmara de Dirigentes Lojista do Distrito Federal – CDL DF.