A preocupação com o meio ambiente e práticas sustentáveis entrou na discussão de diversos setores nos últimos anos, e com o varejo não foi diferente. A tendência mundial exige adaptações e mudanças no funcionamento das empresas, mas além de contribuir com a sociedade esse caminho também pode representar economia de recursos.  

Na segunda-feira (13), o presidente da CDL-DF, José Carlos Magalhães, participou da cerimônia de assinatura do decreto que institui o Grupo de Trabalho para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Âmbito do Distrito Federal. A medida compõe a Agenda de 2030, estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), e norteia os rumos que o DF deve seguir nos próximos anos.

Para o diretor de assuntos assistenciais da CDL-DF, Wagner Gonçalves da Silveira Júnior, a sustentabilidade pode trazer diversos benefícios no curto, médio e longo prazo. “Além de estimular o bem-estar da população, traz resultados positivos para a economia e ajuda o País a crescer”, afirma.

Em sua loja, Vulcão da Borracha, Wagner adota práticas sustentáveis há cerca de 20 anos e consegue ver até mesmo benefícios econômicos. “Começamos adotando a impressora compartilhada, usando apenas uma por setor, e aproveitando sempre os dois lados do papel”, conta. A instalação de válvula de controle de ar nas torneiras, a fim de economizar água, e a utilização de pneus de melhor qualidade e maior durabilidade, evitando a troca frequente e produzindo menor volume de lixo, são algumas das medidas adotadas.

Para o diretor, é possível ser sustentável em empresas de qualquer tamanho, pois algumas medidas são muito simples – e é fácil se adaptar a elas –, como a coleta seletiva do lixo e a troca das lâmpadas incandescentes por lâmpadas de LED. “Além dos benefícios de economia de energia, deixando a conta mais barata, o LED deixa o ambiente mais bonito, então, esteticamente, é bastante favorável”, opina. 

“Também é importante ressaltar que, com o crescimento do acesso à informação, o consumidor do futuro passará a ser mais criterioso com as empresas que escolhe para comprar, e a sustentabilidade terá peso, o que traz para o comerciante a necessidade de se preparar para essa demanda”, defende.

E-commerce

É possível ser mais sustentável até mesmo no comércio online. As empresas que quiserem apoiar a causa podem, por exemplo, aderir ao selo de sustentabilidade, que se baseia na quantidade de acessos (pageviews) do portal. Ao contratar a certificação, a empresa Site Sustentável, responsável pelo fornecimento do serviço, executa o plantio de árvores em áreas de reflorestamento ou mata nativa – a ideia é neutralizar a emissão de CO² na atmosfera, proveniente do consumo de energia utilizada para acessar a web. O selo pode trazer, ainda, benefícios como o fortalecimento da marca, pela imagem positiva passada ao consumidor, a fidelização de clientes e, consequentemente, o aumento das vendas.

Para ajudar os lojistas interessados em sustentabilidade, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) criou o Banco de Práticas de Responsabilidade Social e Sustentabilidade no Varejo, uma ferramenta online de pesquisas de boas práticas realizadas no País. Acesse: http://www.fgv.br/cev/rsnovarejo/banco_busca.asp