O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que o Brasil está voltando a dar “sinais sólidos” de retomada do crescimento e que ele será “sustentável”, ou seja, por um longo período.  “Passamos por momentos muito difíceis porque o Brasil passou pela maior recessão da história. Mas o país voltou a crescer e está entrando numa rota de crescimento de longo prazo”, garantiu Meirelles, nesta terça-feira (21/2) em discurso aos deputados da Comissão da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, em encontro no Palácio do Planalto.

Meirelles usou como base para essa afirmação a volta do crescimento da confiança de empresários e de consumidores registrada em janeiro deste ano, algo que não ocorria desde 2011. “Estamos solidificando a confiança política para que a confiança econômica seja garantida, visando promover o crescimento da dimensão do que está sendo feito no país”, afirmou o ministro, ao lado do presidente Michel Temer, sem citar números de quanto o país deverá crescer neste ano.  “Hoje o Brasil entra e uma rota de crescimento sustentável. Esse é um ponto fundamental. Vamos ter períodos prolongados de crescimento”, destacou Meirelles. 

Os saques de recursos das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) devem injetar R$ 792 milhões na economia do Distrito Federal, aponta projeção da Caixa Econômica Federal. A expectativa de consultores financeiros e lojistas ouvidos pelo G1 é de que o valor aqueça a economia da capital federal, mesmo que os beneficiários optem por pagar dívidas em vez de irem direto às compras.

“Com a queda da inadimplência, não tenho dúvidas, os juros dos varejistas vão cair e a economia vai melhorar”, prevê o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas do DF (CL-DF), José Carlos Magalhães. Ele diz não ter dúvidas de que, com o dinheiro do FGTS, os brasilienses vão preferir “limpar o nome” antes de gastar, mas garante que os donos de lojas devem lucrar de toda forma.

O número de pessoas inadimplentes no país, em janeiro, manteve-se em 58,3 milhões, o mesmo número de dezembro passado. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, houve uma incorporação de 700 mil nomes. A região Sudeste concentra o maior número de inadimplentes (24,2 milhões), seguida pelo Nordeste (15,8 milhões); Sul (8,0 milhões); Norte (5,3 milhões) e Centro-Oeste ( 5 milhões).

Os dados são do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). De acordo com o levantamento, 39% da população brasileira adulta integra a lista de devedores em atraso, que enfrentam, como consequência, dificuldades para comprar a prazo ou obter crédito.

No clima de que “é preciso ter opinião para tudo nas redes sociais”, um pequeno negócio pode se sentir tentado a se posicionar sobre temas polêmicos, que vão desde igualdade de gênero até questões políticos, como ser a favor ou não de um impeachment.

Consultores ouvidor por EXAME.com concordam que tomar partido é sempre uma escolha, e não dever, de uma empresa. Portanto, deve ser algo que realmente faça sentido para o negócio. Mas, em geral, alertam, o risco não compensa.

No dia em que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou queda de 6,2% nas vendas do varejo, o pior resultado desde 2011, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tentou minimizar os dados, pois afirmava que haveria melhora do varejo em dezembro, o que não ocorreu de fato. 

“A recuperação está consistente. O que eu disse foi que os índices antes antecedentes, indicadores de atividade no primeiro trimestre já tinham sido positivos no último. Não foi o consumo, que é a ponta da cadeia, mas os indicadores antecedentes são o início, como a produção do papel ondulado, que é usado para embalagens, pacotes, etc. e que serão usados na produção do mês seguinte no trimestre seguinte”, afirmou Meirelles, citando  outro exemplo de melhora, que é o aumento do pedágio das rodovias. 

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