O crescimento de 13,9% nas vendas do comércio varejista, divulgado na última semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o setor iniciou o seu processo de retomada econômica, avalia o presidente da CNDL, José César da Costa. “Após o tombo recorde causado pelo fechamento do comércio, os números mostram que o setor tem reagido, a recuperação leva tempo, mas a injeção do auxílio emergencial e dos créditos disponibilizados ao setor devem ajudar no aumento das vendas”, avalia Costa.

A Advocacia-Geral da União (AGU) publicou no Diário Oficial da União (DOU) a Portaria nº 249/2020, regulamentando a negociação das dívidas tributárias entre a administração pública e pessoas físicas ou jurídicas com créditos considerados irrecuperáveis ou de difícil recuperação. A norma possibilitará a negociação com descontos de até 70% e parcelamentos em até 145 meses. As propostas poderão ser oferecidas pela Procuradoria-Geral Federal (PGF), pela Procuradoria-Geral da União (PGU) ou pelo devedor.

Na última terça-feira, 14, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, autorizou, por meio de um decreto, a ampliação do horário de funcionamento de shoppings e centros comerciais. Em entrevista para o Metrópoles e para a TV Globo, o presidente da CDL-DF, José Carlos Magalhães Pinto, comentou que o momento não é apropriado para contratações extras, necessárias para o atendimento estendido, tendo em vista que o mercado ainda está em um tímido processo de retomada.

A chegada da COVID-19 transformou os hábitos de compra dos brasileiros: o isolamento social fez com que muitos passassem a consumir todo tipo de itens pela internet. Uma pesquisa do Compre&Confie mostrou que o hábito ganhou força tão expressiva que fez o e-commerce crescer 71%, faturando R$ 27,3 bilhões. O estudo compara o período de 24 de fevereiro a 24 de maio deste ano com o mesmo intervalo em 2019.

A Receita Federal divulgou nesta segunda-feira que a média diária de vendas com nota fiscal eletrônica (NFe) atingiu R$ 23,9 bilhões em junho, o maior patamar deste ano. Esse resultado é 15,6% maior do que as de maio, e 10,3% superior a junho do ano passado. De acordo com a Receita, o movimento agregado da NFe capta, principalmente, as vendas entre empresas de médio e grande porte, bem como as vendas não presenciais de empresas para pessoas físicas. Ou seja, o resultado envolve tanto as transações físicas quanto digitais.