Com a crise econômica vivida pelo País, o número de desempregados é alto. No Distrito Federal, a taxa chegou a 19,33% em janeiro, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Diees). Apesar desses dados preocupantes, o comércio tem reagido e contribuído para mudança do quadro.  

A pesquisa “O desemprego e a busca por recolocação profissional no Brasil”, realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) juntamente com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), mostra que, no Brasil, 7 em cada 10 desempregados aceitariam um salário inferior ao que ganhavam no último emprego. De acordo com o presidente da CDL-DF, José Carlos Magalhães Pinto, isso se justifica pelos sinais de melhora que a economia tem apresentado. “As pessoas querem trabalhar e acreditam que, com a melhora da economia que todos estamos esperando, elas podem ganhar mais no futuro próximo”, afirma.

Quem nunca sonhou em abrir um negócio, ser seu próprio chefe e ganhar muito dinheiro? Essa é, sem dúvida, a vontade de muitos brasileiros. Mas é preciso cuidado para que o desejo em excesso não ofusque a importância de seguir algumas regras básicas do empreendedorismo, evitando que você enfie os pés pelas mãos.  

“O empreendedor brasileiro é diferente dos empreendedores de países desenvolvidos. O brasileiro não quer empreender, ele tem a necessidade de fazer isso”, diz Fabiano Nagamatsu, consultor do Sebrae. “Às vezes, ele está tão focado em acertar que acaba pecando em coisas básicas, e se dá mal.”

Como fazer um cálculo realista sobre faturamento do meu negócio no business plan?  

O business plan (plano de negócios) de uma empresa é peça fundamental para melhor entendermos as especificidades do negócio, suas perspectivas e chances de sucesso. 

A confiança dos comerciantes aumentou 18,6% em relação a fevereiro de 2016, segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), divulgado hoje, 21, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Essa é a oitava taxa positiva consecutiva nesta base de comparação. Em relação ao mês passado, o índice aumentou 1%, com ajuste sazonal, alcançando 95,5 pontos. O resultado abaixo da zona de indiferença (100 pontos), no entanto, ainda indica atenção por parte dos comerciantes em relação às condições do mercado de trabalho e restrição de renda das famílias. “As reformas e medidas de ajuste em andamento no Congresso, aliadas à queda dos juros e redução da inflação, propiciam um ambiente mais favorável aos investimentos, estimulando a confiança dos comerciantes. As vendas do comércio em 2017 devem experimentar ritmo menos intenso de queda, com relativa estabilidade”, aponta a economista da CNC Izis Ferreira.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que o Brasil está voltando a dar “sinais sólidos” de retomada do crescimento e que ele será “sustentável”, ou seja, por um longo período.  “Passamos por momentos muito difíceis porque o Brasil passou pela maior recessão da história. Mas o país voltou a crescer e está entrando numa rota de crescimento de longo prazo”, garantiu Meirelles, nesta terça-feira (21/2) em discurso aos deputados da Comissão da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, em encontro no Palácio do Planalto.

Meirelles usou como base para essa afirmação a volta do crescimento da confiança de empresários e de consumidores registrada em janeiro deste ano, algo que não ocorria desde 2011. “Estamos solidificando a confiança política para que a confiança econômica seja garantida, visando promover o crescimento da dimensão do que está sendo feito no país”, afirmou o ministro, ao lado do presidente Michel Temer, sem citar números de quanto o país deverá crescer neste ano.  “Hoje o Brasil entra e uma rota de crescimento sustentável. Esse é um ponto fundamental. Vamos ter períodos prolongados de crescimento”, destacou Meirelles.